Veja 3 sintomas de HPV e como se prevenir

Tempo de leitura 6 min

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são aquelas transmitidas por contato sexual, e podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Muitas pessoas ainda sentem vergonha ou receio de falar sobre o assunto, apesar de ser de extrema importância. Entender mais sobre as ISTs é essencial para que a população saiba quando é necessário procurar um profissional de saúde e como se prevenir dessas doenças.

Por isso, no texto de hoje, falaremos sobre um vírus que pode causar uma IST, o HPV. Acompanhe para saber mais sobre os sintomas de HPV, diagnóstico, tratamento e tirar outras dúvidas sobre o assunto.

O que é o HPV?

A sigla HPV vem do nome papilomavírus humano, e é usada para denominar um grupo de vírus de mais de 100 tipos diferentes (denominados por números) que podem causar infecções sexualmente transmissíveis. Os vírus desse grupo podem infectar a pele e as mucosas, podem provocar verrugas na região oral (cordas vocais, lábios, boca), anal, genital ou uretral. Alguns tipos podem, ainda, levar a lesões genitais mais graves.

Os diferentes tipos de HPV podem ser classificados como de baixo risco e de alto risco. Os de alto risco são aqueles que podem causar uma infecção persistente genital e levar ao surgimento de lesões pré-cancerosas, que eventualmente podem se tornar um câncer. Existem 12 tipos de vírus classificados como de alto risco, porém os que são mais comumente associados com o câncer são os números 16 e 18.

Os vírus de baixo risco são aqueles associados com a formação de verrugas, e que não podem causar lesões malignas ou cancerosas. Os tipos mais comuns, nesse caso, são os números 6 e 11.

O HPV é considerado altamente contagioso, de forma que apenas uma exposição com a pele ou mucosa infectada pode levar à contaminação. A principal forma de infecção é pela via sexual, incluindo:

  • contato oral-genital;
  • contato genital-genital;
  • contato manual-genital.

Dessa maneira, o contágio pelo vírus pode acontecer mesmo quando não há penetração vaginal ou anal. A transmissão pode acontecer também de mulheres grávidas para o feto, chamada de transmissão vertical.

HPV e câncer de colo de útero

Muitos já ouviram falar sobre a relação entre o HPV e o colo de útero. Mas como funciona essa relação?

Nos casos de lesões persistentes por vírus de alto risco, podem se formar lesões precursoras de câncer. Se elas não forem identificadas e tratadas precocemente, podem progredir para o câncer. O principal câncer associado à infecção por HPV é o de colo de útero, mas o vírus pode levar também ao surgimento de câncer de ânus, vagina, vulva, orofaringe e boca.

Quais são os sintomas de HPV?

1. Infecção assintomática

O primeiro ponto a ser destacado em relação aos sintomas de HPV é que, na maioria dos casos, o vírus não causa sintomas e é eliminado espontaneamente pelo corpo. Isso significa que a pessoa pode se infectar e depois eliminar o vírus sem nem saber de nada. O HPV pode permanecer por até anos no organismo, sem nenhum sinal.

Em algumas pessoas, o vírus pode persistir e começar a causar, de fato, alterações e o surgimento de doenças.

2. Verrugas

As verrugas surgem quando algum HPV de baixo risco persiste e não é eliminado pelo corpo. Essas verrugas normalmente aparecem semanas ou meses após o contato sexual com uma pessoa infectada por HPV. As lesões têm um aspecto semelhante a uma pequena couve-flor e os locais mais comuns de surgimento são a vulva, a vagina, o ânus e o pênis. Existem também manifestações extragenitais, mais frequentes na cavidade oral e no trato aerodigestivo.

3. Sintomas avançados

Quando a infecção é causada por um vírus de alto risco que persiste, pode evoluir para lesões pré-cancerosas e câncer. Nesses casos, pode ser ainda que a pessoa permaneça assintomática ou só apresente sintomas quando o câncer está em estágio mais avançado. O câncer de colo de útero pode gerar sintomas como:

  • sangramento vaginal anormal;
  • dor na pelve;
  • dor durante a relação sexual.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do HPV é feito de acordo com o tipo de vírus (alto ou baixo risco) e as manifestações que cada tipo causa. No caso dos vírus de baixo risco, o diagnóstico é feito por meio do exame clínico de profissional médico para a identificação das verrugas nos órgãos genitais ou em outros locais. Normalmente, é feito pelo médico ginecologista para as mulheres e urologista para os homens.

Já o diagnóstico de alterações relacionadas aos vírus de alto risco é feito por meio de exames especializados para a visualização direta de alterações malignas nas células. O exame mais conhecido é o papanicolau, com a coleta de células do colo de útero. Outros exames incluem colposcopia, anuscopia, peniscopia. Todos eles têm o objetivo de distinguir lesões benignas das malignas.

Qual é o tratamento do HPV?

Primeiramente, é importante ressaltar que não existe nenhum tratamento específico para o vírus do HPV. Porém, as alterações celulares causadas pelo vírus podem ser tratadas. O tratamento das verrugas pode ser feito de diferentes maneiras:

  • uso de cremes e pomadas locais, nos casos de lesões menores, em pequena quantidade e mais externas;
  • cauterização das verrugas, feita por laser ou crioterapia.

Como o vírus não é eliminado, há grandes chances de as verrugas aparecerem novamente após algum tempo, exigindo novo tratamento.

Já o tratamento das lesões malignas depende do estágio das lesões, se são pré-cancerosas ou já se tornaram um câncer. A lesão pode ser removida cirurgicamente, apenas no local, ou pode ser indicada a histerectomia total (retirada por completo do útero). Em casos mais avançados, pode também ser necessária a retirada dos linfonodos e a realização de radioterapia no local.

Como se prevenir?

Como citamos, a transmissão do HPV pode acontecer mesmo quando não acontece penetração vaginal ou anal. Além disso, pode acontecer por meio do contato da pele e não depende da ejaculação do homem. Dessa maneira, é difícil que o contágio seja prevenido completamente por meio do uso de camisinha, mas, de qualquer maneira, ela deve ser usada durante todo o ato sexual.

A vacina contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenir o vírus. Ela previne a infecção por 4 tipos de vírus, 2 do grupo de alto risco e 2 do grupo de baixo risco. Esses tipos são justamente os que são mais relacionados com o surgimento de alterações, por isso a vacina é eficaz.

Outro ponto importante é a realização do exame papanicolau periodicamente, a fim de detectar precocemente qualquer alteração.

Esteja atento aos sintomas de HPV e às formas de prevenção. Dessa maneira, você pode preservar a sua saúde e procurar um profissional de saúde assim que notar qualquer diferença. Lembre-se também de que é importante visitar o médico ginecologista ou urologista de tempos em tempos, a fim de realizar um check-up e detectar qualquer problema que ainda não está causando sintomas.

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