Saúde do Homem

Quando procurar um reumatologista?

março 15, 2019
Tempo de leitura 6 min

Dores nas articulações, inchaço nas juntas, rigidez e manchas de tons escuros no rosto são sintomas que você tem apresentado? Então, tenha atenção a eles! Se persistirem, são capazes de apontar quando procurar um reumatologista.

Atuando no tratamento de doenças reumatológicas, ou seja, todas aquelas ligadas aos tecidos conjuntivos, como músculos, tendões, ossos e ligamentos, esses profissionais fazem o diagnóstico e orientam cada paciente no tratamento e no convívio com o problema apresentado.

Deseja saber mais sobre essa área de atuação médica e sobre suas frentes, bem como conhecer detalhadamente algumas das principais doenças reumáticas? Então, não deixe de ler a continuação deste blog post!

A atuação do reumatologista

Ao contrário do que se pensa popularmente, dores articulares podem surgir em quaisquer idades. Ainda que sejam mais comuns entre mulheres e idosos, elas também acometem homens, crianças e jovens.

Quando procurar um reumatologista para investigá-las, é fundamental ter consciência de que ele, a fim de melhorar a qualidade de vida de seus pacientes, trata doenças relacionadas a:

  • quadros inflamatórios no tecido conjuntivo;
  • espondiloartropatias;
  • vasculites sistêmicas;
  • males articulares degenerativos;
  • doenças osteometabólicas;
  • artrites;
  • reumatismos extra-articulares;
  • artropatias.

Dentre as mais comuns, há artrose, osteoporose, fibromialgia e gota. Muitas outras, contudo, também são acompanhadas.

Especialmente em casos crônicos, esse profissional é responsável por prescrever medicamentos e medidas capazes de melhorar a qualidade de vida de cada indivíduo.

Reumatologista ou ortopedista?

Considerando-se que ambas as especialidades lidam com dores e disfunções capazes de impactar músculos e ossos, é comum que sejam confundidas. A fim de diferenciá-las, é importante lembrar que casos de dores crônicas e sinais de inflamação limitadores de movimentos devem ser acompanhados por um reumatologista.

Já o ortopedista é mais recomendado em casos de traumas e problemas mecânicos, frequentemente relacionados à prática de esportes. Sua atribuição, afinal, é solucionar complicações musculoesqueléticas.

Em alguns casos, os dois profissionais podem trabalhar em conjunto na reabilitação física, uma opção relevante de tratamento multidisciplinar.

Doenças reumáticas

Agora que você já sabe quando procurar um reumatologista, conheça a seguir alguns dos principais males tratados por esse médico.

Artrite reumatoide

Considerada uma doença inflamatória crônica, nela, há um ataque do sistema imunológico do paciente contra seus próprios tecidos, especialmente os articulares, responsável por dores e comprometimento dessas estruturas.

Mãos, cotovelos, punhos, pés, joelhos e coluna tendem a ser as áreas do corpo mais afetadas.

Hoje, dados apontam que cerca de dois milhões de brasileiros tenham artrite reumatoide. Mais comum entre mulheres e pacientes acima de 40 anos, com prevalência entre aqueles de 50 a 70 anos, suas causas são desconhecidas.

Os sintomas, todavia, são bem notáveis e vão de inchaço nas juntas a perda de peso, mal-estar e rigidez articular às primeiras horas da manhã, após acordar.

Artrose

A artrose é uma doença crônica bastante comum que causa dores nas articulações e decorre de uma erosão na cartilagem, aquela que protege as extremidades dos ossos.

Nela, as reclamações mais comuns dos pacientes são lombalgias, além de dores dos joelhos, mãos e quadris.

Ao tratá-la, sua progressão tende a ser amenizada, o que alivia e aumenta a capacidade de mobilidade articular.

Fibromialgia

Quem convive com fibromialgia pode ter um quadro sintomático de muito sofrimento. Não à toa, essa doença causa dores e fraquezas musculares ao longo de todo o corpo, condições pioradas diante de estresse, depressão e ansiedade.

Com ela, é comum que surjam rigidez, perda de força, perda de sensibilidade, distúrbio de sono, alterações de memória e fadiga. Nesses pacientes, que representam de 2% a 10% da população mundial, há alterações na forma como o corpo interpreta estímulos cerebrais e de receptores da pele.

As muitas dores, apesar de difíceis, podem ser controladas com tratamento, no qual há associação de medicamentos, tais quais antidepressivos, ansiolíticos e relaxantes musculares à prática regular de atividades físicas moderadas e a bons hábitos alimentares. Assim, retoma-se uma vida com bem-estar.

Osteoporose

Especialmente após o avanço da idade, alguns pacientes podem apresentar grande perda óssea, na qual essas estruturas passam a ser quebradiças e frágeis.

Nesses casos, ainda que a condição possa ser a de uma doença silenciosa, há aqueles que relatam dores ou que descobrem o mal após uma fratura nos ossos.

Muito mais comum em mulheres, após a menopausa, quando há diminuição dos níveis de estrogênio, ela se dá em circunstâncias nas quais não há renovação adequada da massa óssea. Sejam elas por deficiência de consumo de cálcio, vitamina D ou outros fatores hereditários.  

Gota

Também conhecida como artrite gotosa, essa doença reumática se relaciona a aumento de ácido úrico na circulação sanguínea. Assim, formam-se cristais que se depositam sobre as articulações e causam, com destaque aos pés, dor, inchaço e vermelhidão.

A condição inflamatória pode ser acompanhada e tratada por reumatologista.

Em casos mais graves, nos quais a doença já tenha evoluído a um patamar crônico, o especialista indica também mudanças de hábitos. Relacionados à prática de atividades físicas, sem sedentarismo, e a melhoria de padrões alimentares, especialmente.

Febre reumática

Recorrente em crianças em idade escolar, a febre reumática é autoimune e inflamatória. Nela, uma mesma bactéria causadora de infecções na garganta mal curadas, como amidalites e faringites, provoca os sintomas.

Dentre os principais, dores nas juntas, nódulos abaixo da pele, comprometimento cardíaco nas válvulas e movimentos sem controle dos membros do corpo chamam mais atenção e indicam quando procurar um reumatologista.

Espondilite anquilosante

Mais comum em homens, a doença é crônica e inflamatória. Suas principais manifestações se dão em fortes dores sentidas nos joelhos, quadril e coluna. Não à toa, impactam diretamente as articulações do esqueleto axial, responsável pela sustentação do corpo.

Para que o paciente conviva bem com ela, são indicados medicamentos apropriados e sessões de fisioterapia, as quais tendem a melhorar a amplitude dos movimentos das articulações afetadas e, consequentemente, aliviar seus incômodos.

Importância de procurar um reumatologista

Ninguém gosta de conviver com dores, ainda mais quando elas impactam diretamente sua qualidade de vida e bem-estar, certo?

Assim, caso apresente alguns dos sintomas relatados anteriormente com frequência, é importante buscar orientação e auxílio médico a fim de obter um diagnóstico. Uma ótima alternativa é a de encontrar o suporte de uma clínica médica particular.

Nela, de forma complementar à consulta, após análise clínica, o médico costuma solicitar exames como fator reumatoide, ácido úrico, raio X das mãos, fator antinúcleo (FAN) e densitometria óssea, além de avaliações sanguíneas. 

Só assim, quando procurar um reumatologista, será possível saber quais são os métodos mais indicados para tratar definitivamente ou conviver sem grandes sofrimentos com o transtorno reumático que impacta seu ânimo e saúde.

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