Saúde da Mulher

Primeira consulta no pediatra: 8 perguntas que você deve fazer

julho 18, 2019
Tempo de leitura 6 min

Para pais de primeira viagem ou para aqueles que tiveram mais filhos depois de um longo tempo, a chegada de um bebê pode causar muitas dúvidas. Isso gera expectativas e, após o nascimento, perguntas sobre a primeira consulta no pediatra vêm à tona.

Esse momento é importante porque é necessário fazer todas as perguntas a fim de garantir que a criança se desenvolva bem e mantenha a tranquilidade da mamãe em assuntos relacionados à vacina, desenvolvimento, amamentação, sono, alimentação e muito mais.

Pensando nisso, é essencial escolher um profissional médico de confiança, que seja capaz de realizar todo o acompanhamento da criança, desde recém-nascido até seus primeiros anos de vida, participando assim de cada mudança experimentada pela mamãe e pelo filho.

Para saber mais sobre o tema e conhecer as oito perguntas essenciais para essa consulta, continue a leitura a seguir!

O que levar à primeira consulta no pediatra

A primeira consulta pediátrica normalmente ocorre quando o bebê ainda é recém-nascido, após sete a quinze dias da data de seu nascimento, de modo que fique alguns dias somente com a mãe em adaptação.

Há alguns casos em que a consulta ao pediatra do recém-nascido deve ser mais urgente, após dois ou três dias de seu parto, devido, principalmente, a icterícia — condição faz com que o bebê apresente a pele extremamente amarelada devido ao excesso de uma substância chamada bilirrubina, que pode ocorrer tanto por incompatibilidade de sangue quanto de fator RH.

Ao consultório, é imprescindível que sejam levados carteira de vacinação e dados de maternidades, tais quais peso, estatura, teste de apgar, perímetro do encéfalo e do tórax, além de tipo sanguíneo da mãe e do bebê.

Como é a primeira consulta pediátrica?

Na primeira consulta pediátrica, à qual também é recomendada que o pai ou outro responsável pela criança compareça juntamente à figura materna, o médico pode fazer questionamentos sobre:

  • ingestão de leite (para saber se a criança bebeu somente leite materno ou precisou de fórmula);
  • adaptação dela à mãe;
  • como a amamentação tem sido realizada;
  • se o neném ficou sob investigação na maternidade após seu nascimento, como ocorre quando há icterícia;
  • alimentação da mãe;
  • hábitos de sono.

Após isso, o pediatra avalia o corpo inteiro do bebê, o que envolve seus tônus muscular, a ausculta do coração e, em consultas futuras, faz a manobra de Ortolani a fim de verificar se não há quaisquer problemas com o quadril do bebê.

Outros exames imprescindíveis em consultório são o teste da orelhinha, de acuidade auditiva, além do acompanhamento das métricas de crescimento da criança baseadas em parâmetros internacionais.

A seguir, listamos oito perguntas que são importantes para questionar em uma primeira consulta. Tanto quanto elas, é fundamental levantar todas as dúvidas no consultório, por mais desnecessárias que pareçam, já que elas garantem a segurança do bebê e da mãe e permitem que seu desenvolvimento seja saudável.

1. Há problemas em tirar o bebê de casa para a consulta?

Não, elas são essenciais para garantir que ele seja assistido e tenha um crescimento saudável. No primeiro ano de vida, tendem a ser necessárias várias consultas. Uma ao mês, mais especificamente falando. Nelas, o pediatra poderá apontar riscos de desenvolver quaisquer doenças e identificar aquelas que os pais já apresentam, além de detectar hábitos.

Após quatro a seis meses, quando a mãe retorna do trabalho, há mais instruções sobre como coletar o leite para quem for dá-lo à criança em sua ausência.

2. Como cuidar do umbigo do bebê?

O coto, antes do nascimento, liga a circulação sanguínea da mãe ao feto ao longo de toda a gravidez. Depois que o bebê nasce, ele é cortado por não apresentar mais função.

Após sete a quinze dias do parto, ele resseca e cai. Para que seu processo de cicatrização seja bem-sucedido, os pais devem higienizar a região com álcool 70% depois do banho e ao trocar fraldas. Assim, evitam que seja gerada mais umidade e que haja contato com sujeira capaz de acarretar em inflamações.

3. Por que a amamentação é tão importante?

A amamentação é responsável por tornar o bebê mais saudável e fortalecer os laços entre ele e sua mãe. Além disso, colabora para que este se sinta mais saciado.

Para a mãe, ajuda na perda do peso adquirido durante a gravidez, já que há grande gasto calórico e até serve como método contraceptivo, visto que a sucção, em muitos casos, pode levar a uma amenorreia lactacional.

Outra questão imprescindível é que o leite materno protege o bebê de possíveis infecções e alergias no futuro.

4. De que forma lidar com as cólicas do recém-nascido?

As cólicas são comuns em bebês e podem ser evitadas com amamentação durante seus primeiros meses de vida, atenção ao seu fluxo intestinal e compressas mornas em sua barriga, de acordo com orientações pediátricas.

5. Qual é a melhor posição para o bebê dormir sem que corra riscos?

De barriga para cima, o que evita a maior parte dos casos de morte súbita.

6. Quando devo começar a alimentação complementar?

A depender da aceitação da criança e das orientações médicas, após seis meses do nascimento já são aceitas frutas e legumes em consistência pastosa.

7. É normal o bebê ter refluxos?

Sim! O estado fisiológico apresenta melhora à medida que a criança cresce.

8. Com que idade a chupeta deve ser parada?

Entre dois e três anos, no máximo. Ainda que ela auxilie a controlar a necessidade de sucção apresentada pela criança, que é complementar à amamentação, também pode ser prejudicial ao desenvolvimento da arcada dentária. Essas são recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A  primeira consulta no pediatra, ao fim, também é uma oportunidade para que o médico veja e oriente a mãe enquanto amamenta e esclareça todas as questões pertinentes ao aleitamento, alimentação, intestino, ritmo de sono, vacinas e suplementação, tais quais a de vitamina D. Isso dá mais segurança à família e favorece um crescimento saudável, com uma primeira infância repleta de recordações especiais para todos que vivem esse momento.

Vale ressaltar que é de extrema importância que os pais forneçam o maior detalhamento possível de informações ao médico e sejam sinceros nas perguntas que o médico fizer. Afinal, esse é um profissional que estará por perto durante os primeiros anos da criança.

Quer ler mais sobre o tema e ter mais segurança em relação aos cuidados com seu filho? Então saiba como se preparar para a consulta com pediatra em nosso outro artigo do blog!

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