O que preciso saber sobre a hanseníase?

Tempo de leitura 4 min

Na idade média, quem tinha hanseníase devia carregar um sino para anunciar a própria presença. Nessa mesma época, a doença era chamada, pejorativamente, de lepra. Por conta do estigma, as pessoas com a infecção eram isoladas.

Atualmente, sabe-se que aproximadamente 95% da população é naturalmente imune à hanseníase. Apesar disso, ela continua fazendo vítimas. No Brasil, são mais de 25 mil casos todos os anos.

Neste post, saiba o que é hanseníase, as causas, os sintomas, o tratamento e as formas de transmissão!

O que é hanseníase?

Hanseníase é uma doença infectocontagiosa que atinge a pele e os nervos periféricos. Ela, geralmente, progride de forma lenta e seus sintomas podem levar até 20 anos para serem sentidos, em alguns casos.

Se não tratada, a hanseníase pode levar à incapacidade física grave. Logo, está na lista de doenças de notificação compulsória, ou seja, deve ser comunicada à autoridade médica para o diagnóstico, tratamento e controle imediatos.

Qual a história da doença?

A história da hanseníase data de mais de quatro mil anos, tendo a doença sido mencionada inicialmente em países da Ásia e África. Apesar disso, ela foi identificada somente em 1873, pelo cientista Armauer Hansen.

Já a classificação da hanseníase foi feita pela primeira vez em 1941. Atualmente, ela é mais observada em nações menos desenvolvidas ou bastante populosas, mas faz mais de duas décadas que a doença tem tratamento e cura.

Qual é a causa?

A hanseníase é provocada pela bactéria “Mycobacterium leprae”, que pode ser encontrada no homem, em macacos, esquilos e principalmente em tatus. Esse bacilo demora a evoluir — de dois a 10 anos.

Observa-se uma ocorrência maior da doença em pessoas do sexo masculino. Para preveni-la, é fundamental os cuidados básicos de higiene. A vacina BCG é recomendada para indivíduos que vivem com quem foi diagnosticado com a hanseníase.

Quais são os sintomas?

Os sintomas da hanseníase incluem manchas brancas ou avermelhadas na pele, perda de sensibilidade, formigamento, dormência ou fisgadas e nódulos em qualquer região do corpo.

Em uma fase mais avançada, a doença pode levar ao inchaço do nariz e das orelhas, à contração dos dedos, à paralisia dos pés e das mãos, à redução da força muscular, feridas nas plantas dos pés e à cegueira.

Quais os tipos de hanseníase?

Há dois tipos de hanseníase, a paucibacilar e a multibacilar. Entenda!

Hanseníase paucibacilar

Esse tipo apresenta nenhum ou poucos bacilos, sendo indeterminada quando não causa prejuízo neural. Observa-se no paciente até cinco manchas mal delimitadas. Por sua vez, ela é tuberculoide quando as lesões na pele são bem definidas e atinge um nervo, que pode inflamar (neurite).

Hanseníase multibacilar

É a hanseníase com muitos bacilos. Ela pode ser “boderline” ou “dimorfa”, quando compromete dois ou mais nervos e há mais de cinco manchas cutâneas pouco ou bastante definidas.

Já a do tipo “virchowiana” dificulta a identificação entre a pele lesionada e a normal e pode afetar o nariz, assim como os rins e os órgãos reprodutivos dos homens. Ela pode ocasionar também nódulos cutâneos e neurite.

Como a doença é transmitida?

A transmissão da hanseníase é objeto de estudo, mas acredita-se que ela seja contraída por meio das vias respiratórias. Portanto, o contato próximo ou prolongado com uma pessoa que tenha a forma multibacilar é um fator de risco.

As chances de adquirir a infecção aumentam quando há contato com a secreção nasal de paciente sem tratamento. Tocar a pele de um indivíduo com hanseníase não representa grande perigo de contágio.

Como é o tratamento?

Chamado de poliquimioterapia, o tratamento da hanseníase consiste na combinação de dois ou três antimicrobianos. Eles são de uso oral e já na primeira dose evitam que o paciente transmita a doença.

Eficaz e curativo, o tratamento leva de seis meses a um ano, mas não é capaz de reverter os problemas físicos e os danos provocados nos nervos, daí a importância do diagnóstico precoce.

Durante o post, mostramos o que você precisa saber sobre hanseníase. Por fim, lembre-se de procurar um especialista para avaliar e acompanhar a sua saúde regularmente, combinado?

Agora que você sabe tudo sobre hanseníase, aproveite que chegou até aqui e descubra quando procurar um reumatologista!

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