Escoliose lombar: saiba mais sobre os sintomas, causas e tratamentos

Tempo de leitura 8 min

Existem diversas doenças que podem atingir a coluna vertebral, dentre elas a escoliose lombar, caracterizada pela curva da coluna para um dos lados em formato de um C ou S. Essa é uma enfermidade que assusta quando o diagnóstico é recebido, mas são poucas as pessoas que sabem exatamente o que é o problema.

Pensando nisso, criamos este post para explicar mais sobre o que é a escoliose lombar, além de suas causas e tratamentos. Continue a leitura para conferir!

O que é a escoliose lombar?

A escoliose lombar ocorre quando uma parte da coluna vertebral se curva para um lado. Isso pode acontecer em qualquer região da coluna, mas é mais comum na parte inferior das costas, conhecida como escoliose lombar, e na altura do tórax, denominada escoliose tóraco-lombar. Tal curvatura pode ainda ser mais acentuada para direita ou esquerda. O problema afeta pessoas de todas as idades, até mesmo as crianças.

Contudo, na infância, geralmente não é feito nenhum tratamento, pois, com o crescimento, o problema se corrige sozinho. Porém, dependendo da idade e do grau de curvatura, a fisioterapia pode ser necessária. Além disso, existem casos mais graves da doença que requerem cirurgia, mas são raros.

Quais são os sintomas?

A escoliose lombar no estágio inicial pode ser difícil de identificar. Os sintomas são poucos, somente quando o paciente dobra o tronco para frente é possível perceber a curvatura.

Mesmo assim, é fundamental se atentar a qualquer sintoma incomum relacionado à postura e coluna e procurar um ortopedista. Alguns dos principais sinais do problema capazes de auxiliar na identificação são:

  • um ombro mais alto que o outro;
  • ombros ou quadris assimétricos;
  • pélvis inclinada para um lado;
  • roupas não se encaixam corretamente;
  • comprimento das pernas irregulares;
  • dor na musculatura.

Quais são as causas?

Há três categorias de escoliose: a congênita, neuromuscular e idiopática. Cada uma pode ter diferentes causas. Abaixo explicamos mais sobre elas:

  • congênita: esse tipo de escoliose decorre de um problema na formação dos ossos da coluna vertebral ou na fusão dos ossos da coluna. Ele pode surgir durante o desenvolvimento do feto;
  • neuromuscular: nesse caso, a escoliose é causada por um problema neurológico, como a paralisia cerebral ou muscular, e decorrente de distrofia muscular, gerando a fraqueza dos músculos;
  • idiopática: assim como o próprio nome já diz, essa classificação de escoliose não tem uma razão conhecida. Geralmente é encontrada em crianças e adolescentes, sendo o perfil mais comum.

Alguns fatores de risco podem contribuir para o surgimento do problema, dentre eles estão a idade (a escoliose pode aparecer nas fases mais acentuadas de crescimento), histórico familiar e sexo — mulheres têm uma tendência maior ao desenvolvimento da doença.

Como é feito o diagnóstico?

A constatação da escoliose lombar é realizada a partir de consulta com um especialista. Durante o encontro, o profissional analisa todos os fatores de risco e histórico familiar. Além disso, é feito um exame físico para a verificação de sinais do problema.

Podem ser solicitados também testes de imagem (raio X, tomografia e ressonância magnética) e exame neurológico para avaliar a fraqueza muscular. Confira alguns procedimentos utilizados para descobrir a patologia.

Raio X

Esse tipo de exame imagético emprega a radiação para verificar o interior do corpo, a partir da densidade de cada tecido orgânico. Como os ossos são muito densos, eles conseguem reter bastante radiação e ficam nítidos em uma radiografia. Por tal razão, esse exame pode ser aplicado para identificar escolioses de modo geral.

Nesse caso, o exame é usado para observar a disparidade de elevação entre pernas, a inclinação para os lados e a vértebra mais rotacionada na imagem. Essa movimentação aponta um grau de giro, chamado “o grau de Risser”, que já poder ser visto a partir dos dez anos na pessoa afetada pela doença. A radiografia basta para descobrir casos leves. Em situações mais particulares, serão solicitados outros exames.

Tomografia

A tomografia funciona de forma parecida ao raio X, mas é uma evolução tecnológica dele, por isso consegue proporcionar imagens mais nítidas, captando o aspecto inclusive de tecidos menos densos, o que ajuda a examinar partes não ósseas.

No caso da escoliose, uma tomografia vai auxiliar a descobrir efeitos negativos, possivelmente gerados por tal enfermidade, como Hérnia de Disco ou outras deformidades vertebrais.

Ressonância magnética

Também um exame imagético, ela emprega o magnetismo para constituir imagens bastante nítidas do organismo. Como o seu efeito é muito eficiente sobre porções moles do organismo (órgãos, articulações, vasos sanguíneos, nervos, entre outras), ela é aplicada para examinar tais partes, mas também detalha as estruturas ósseas.

Exame neurológico

Esse teste serve para constatar se há ou não tumores ou outras patologias com potencial de prejudicar o sistema nervoso, interferindo nos nervos e assim acarretando a escoliose. Ele é capaz de mensurar a resposta dos reflexos, a sensibilidade do paciente na região e a capacidade dos músculos.

Quais são os tratamentos?

O tratamento é desenvolvido após a análise do caso de cada paciente e depende do grau da escoliose. Na maioria das vezes, para crianças e adolescentes, são realizados apenas acompanhamento e reavaliações clínicas. No entanto, existem diversos tipos de tratamentos. A seguir explicamos um pouco sobre os mais comuns.

Colete

O colete órteses é recomendado para casos de crianças e adolescentes, sendo indicado para retardar a progressão da curva. Existem diversos tipos de coletes e cada um tem seu modo de uso adequado.

Essa opção de tratamento não reverte a escoliose, mas auxilia na correção da coluna, dependendo das características específicas de cada curvatura.

Fisioterapia

Após a análise e identificação do problema, é desenvolvido um tratamento com fisioterapia para auxiliar na correção ou minimização da escoliose lombar. Para isso, são feitos exercícios e utilizados equipamentos de ultrassonografia e Reeducação Postural Global (RPG).

Ao final das sessões de fisioterapia, são indicadas outras atividades e práticas para manter o resultado e evitar que a coluna de curve novamente.

Cirurgia

A cirurgia é o tratamento para escoliose lombar considerada a alternativa mais agressiva, sendo apontada para os casos mais graves. Basicamente, ela faz a fusão da coluna vertebral, que reduz a curva da coluna, impedindo a evolução do problema.

Devido à sua gravidade, o procedimento só é recomendado nas situações em que os benefícios superem os riscos.

Além das já citadas, acupuntura, exercícios específicos, quiropraxia, ioga e pilates são mais algumas das atividades que podem auxiliar no tratamento da escoliose lombar. Elas conseguem ajudar a fortalecer a musculatura e diminuir as dores causadas pela doença. Esses métodos devem ser aplicados de maneira complementar, junto à fisioterapia e outros tratamentos principais. Leia um pouco sobre eles!

Acupuntura

Tal técnica é chinesa e visa empregar finas agulhas em pontos de energia vital, chamados de meridianos, com a intenção de melhorar a distribuição e circulação dessa energia. No caso da escoliose, ela pode ser usada para tratar a dor, mirando as regiões dela ou ao redor da área.

Exercícios específicos

As atividades físicas objetivam a reeducação da postura. Com elas, é possível estimular o paciente a manter a coluna sempre de maneira correta, além de fortalecer os músculos da região lombar, a fim de proporcionar mais resistência a ela.

Quiropraxia

Esse método vai tratar as irregularidades na estrutura neuro-esquelética-muscular. Referente à escoliose, a técnica consegue lidar com casos mais leves, impedindo a intensificação do problema. Ou seja, quanto mais cedo descoberta a doença e aplicada a quiropraxia, melhor.

Ioga e pilates

Ambas são atividades físicas e, apesar de muito confundidas, são diferentes. A ioga envolve técnicas de relaxamento e meditação combinadas com movimentos e posturas capazes de proporcionar alívio a dores e mais atenção em relação à postura.

O pilates já é um método empenhado na fortificação muscular. Para isso, aplica exercícios de tonificação muscular, entre os quais as curvaturas da coluna são consideradas, melhorando a postura e aumentando a força da região lombar.

Como funciona a cirurgia?

Por ser agressiva e invasiva, a cirurgia pode ser considerada um risco e não é recomendada para quem tem escoliose lombar leve ou moderada. O procedimento envolve as seguintes etapas.

Enxertos ósseos

Duas ou mais vértebras (ossos da coluna vertebral) são conectadas com novos enxertos ósseos para manter a parte da coluna reta enquanto cura. Podem ser empregados hastes de metal, parafusos, ganchos e fios.

Cuidados intensivos

A cirurgia pode durar de 4 a 8 horas, e logo após o paciente é transferido para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), onde recebe intravenosa e medicamentos para alívio da dor.

Na maioria dos casos, a alta da UTI acontece em 24 horas, porém, a internação no hospital ainda é necessária entre 7 a 10 dias.

Recuperação

O paciente pode retomar a rotina entre 4 a 6 semanas. No entanto, a prática de atividades físicas tende a demorar mais: somente após um ano da cirurgia.

Há situações em que é necessário o uso de cinta traseira para suportar a adaptação da coluna vertebral. O paciente deve voltar ao hospital a cada 6 meses para que as hastes sejam alongadas — procedimento ambulatorial, sem a necessidade de internação.

A escoliose lombar é uma doença progressiva e em seu estágio inicial pode ser de difícil identificação. Se estiver suspeitando dela, procure um médico especialista para que seja realizado o diagnóstico e indicado o melhor tratamento.

Se você tem alguma suspeita ou dúvida em relação a esse problema, entre em contato conosco. Temos serviços voltados a várias especialidades médicas.

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