Esclareça suas principais dúvidas sobre menopausa

Tempo de leitura 6 min

Depois de muitos anos convivendo com o ciclo menstrual, chega à vida das mulheres o momento de passar pela menopausa, que representa oficialmente a última menstruação. Uma vez que ela ocorre, os ovários interrompem a produção de hormônios femininos. Essa mudança precisa ser acompanhada por um ginecologista.

Mesmo que os sintomas causados por essa transição possam ser intensos para algumas pessoas, há mulheres que vivenciam a experiência sem grandes problemas. No entanto, o desconhecimento faz com que sejam criados temores desnecessários em relação a esse importante momento para a vida de uma mulher.

Quer saber o que é menopausa e seus sintomas, além de outras informações sobre o tema e de esclarecer suas principais dúvidas? Então continue a leitura deste post!

O que é menopausa?

A menopausa é a última menstruação de toda mulher, que costuma ocorrer na faixa etária de 45 a 55 anos de idade. Nela, o corpo já liberou todos os seus óvulos. Assim, não pode haver mais ovulação e, consequentemente, fecundação.

Com isso, há diminuição dos níveis de progesterona e estrógeno, hormônios que impactam diretamente o sistema nervoso central. Caso a paciente ainda queira ficar grávida, é possível optar somente por fertilização in vitro e reprodução assistida.

Entretanto, tudo deve ser devidamente conversado com o ginecologista responsável, já que uma gravidez após a última menstruação tende a ocasionar mais riscos para a mãe e para o bebê.

Quais são os principais sintomas?

O que dá tanta impopularidade ao período que a menopausa representa são os possíveis sintomas relacionados a ela, que variam de uma pessoa para a outra. Entre eles, dá para citar:

  • transpiração em excesso;
  • calores (também chamados de fogachos);
  • modificações no padrão de sono;
  • diminuição da libido;
  • cabelo e unhas se apresentam enfraquecidos;
  • irregularidades na duração e nos sintomas do ciclo menstrual;
  • alterações na pele;
  • dores de cabeça e alterações nos hormônios de modo geral.

De todos os sinais, os mais relatados são os fogachos, que chegam a afetar de 60% a 80% da população feminina. Neles, há uma sensação de calor vivenciada com intensidade em toda a pele. Especialmente na parte superior do corpo, como rosto e pescoço. O aumento da circulação de sangue na região pode causar vermelhidão e excesso de suor.

Qual é a diferença entre menopausa e climatério?

Essa confusão é muito comum. Isso não acontece à toa, pois enquanto a menopausa representa a última menstruação, o climatério é a fase em que há a transição do período fértil ao não reprodutivo de cada mulher, sendo que, ao longo dele, há perda gradual da função ovariana.

É necessário fazer terapia hormonal após a menopausa?

Embora seja uma medida comum para manutenção da qualidade de vida após essa mudança corporal, a terapia hormonal para repor estrogênio não é recomendada a todas as pacientes.

Algumas mulheres podem se beneficiar de alternativas menos invasivas, que devem sempre prezar pelo bem-estar individual. Após a menopausa, de acordo com as orientações médicas, é imprescindível manter a prática de atividades físicas e uma boa alimentação, pois há alterações diretas no perfil lipídico de cada pessoa.

Pode-se deixar de ir ao ginecologista após a menopausa?

Não! O ginecologista continua a acompanhar quaisquer mudanças vividas pelo organismo da paciente, mesmo depois de sua última menstruação. Sua atuação é essencial para a manutenção de uma vida sexual sadia, além da prevenção de doenças mais comuns na terceira idade, como câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de ovário e maior incidência de cistos.

Exames como ultrassonografia pélvica, Papanicolau (ou exame preventivo de colo do útero), mamografia e demais exames clínicos realizados em consultório continuam a ter relevância para prevenção e tratamento de quaisquer males.

Quais fatores influenciam na menopausa?

Na comunidade médica, trabalha-se com a ideia de que a menopausa é mais definida por fatores genéticos. Casos de última menstruação antes ou próxima aos 40 anos, por exemplo, conhecida como menopausa precoce, tendem a estar relacionados a episódios anteriores na família, com mãe e avós.

Ao contrário do que se acredita, todavia, não há indícios de que o uso de pílula anticoncepcional influencie na menopausa.

Entrar na menopausa faz a mulher engordar?

Embora a menopausa esteja relacionada ao perfil lipídico, ou seja, à quantidade de gordura presente no corpo, já que impacta a produção de hormônios femininos, sua chegada nem sempre faz com que as mulheres engordem.

Nesse caso, a recomendação é fazer acompanhamento médico e verificar todas as mudanças necessárias na alimentação a fim de manter a composição corporal equilibrada. Além disso, praticar exercícios regularmente contribui a favor da manutenção de peso e ajuda a manter a massa muscular, que se perde com mais facilidade devido à redução de estrogênio no corpo.

Tanto quanto a menopausa, a reposição hormonal, quando aconselhada por ginecologista, não deve ocasionar ganho de peso. Para evitar quaisquer sintomas indesejados, é imprescindível a realização de exames laboratoriais a fim de assegurar que o organismo da paciente reaja bem.

É possível manter uma vida sexual ativa após a menopausa?

Sim! Ainda que a queda de produção de hormônios impacte sobre a libido, ao contrário do que se pensa, existe vida sexual após a última menstruação, quando a mulher vive sua maturidade. Caso ela não tenha contraindicações à reposição hormonal, os medicamentos tendem a ajudar.

Além disso, é possível optar pelo uso de lubrificantes vaginais, além de hábitos saudáveis e a uma boa alimentação, capazes de manter o desejo em bons níveis. O diálogo com o parceiro também pode ser incluído entre boas posturas para conviver com as modificações experimentadas durante esse momento.

Mesmo que o assunto ainda seja tabu para muitas mulheres e os sintomas, indesejáveis, é inegável que a menopausa pode ser uma passagem tranquila para uma nova fase simbolizada pelo fim do ciclo menstrual. A melhor dica, nesse caso, é visitar regularmente um ginecologista de forma a zelar pela prevenção e pelo bem-estar.

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