Saúde da Mulher

Entenda agora o que é psoríase e como tratar

junho 19, 2019
Tempo de leitura 6 min

É comum que as pessoas não conheçam todos as doenças existentes, até porque são muitas. Mas existem algumas enfermidades que afetam somente um grupo de pessoas, além de não terem cura. Elas são conhecidas como crônicas ou autoimunes e podem ser bem incômodas, como é o caso da psoríase.

Essa é uma doença de pele caracterizada pelo aparecimento de feridas e lesões, fazendo com que o indivíduo sinta dor e desconforto. O que a maioria das pessoas não sabem é que existem tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida de quem sofre com o problema.

Pensando nisso, criamos este post para explicar um pouco mais sobre o que é psoríase, seus sintomas e tratamentos. Confira!

O que é psoríase?

Psoríase é uma doença de pele considerada comum. Ela é caracterizada por placas com lesões descamativas e avermelhadas. Essas placas podem aparecer em diversas partes do corpo, como joelhos, cotovelos, mãos, pés, unhas, regiões genitais e couro cabelo, sendo essa a área mais afetada.

Essa é uma doença autoimune (quando o organismo ataca a si mesmo) ou crônica, que pode ser recorrente e não contagiosa. A gravidade da psoríase pode variar: ela pode ser leve e facilmente tratável, ou grave, levando a incapacidade física, afetando também as articulações.

Quais os tipos de psoríase?

Existem vários tipos de psoríase, cada um com suas diferentes maneiras de se apresentar e tratar. Abaixo, explicamos um pouco dos mais comuns.

Psoríase vulgar ou em placas

Essa é a forma mais comum da doença. Ela afeta o couro cabeludo, joelhos e cotovelos. É caracterizada por lesões de tamanhos variados, avermelhadas e delimitadas, com escamas secas prateadas ou esbranquiçadas. Em alguns casos, ela pode coçar e atingir outras regiões do corpo. Nos casos mais graves, pode rachar e sangrar.

Psoríase invertida

Esse tipo atinge as parte mais úmidas do corpo como axilas, virilha, abaixo dos seios e áreas ao redor das genitais. Ela aparece no formato de manchas vermelhas e inflamadas. Quando há sudorese excessiva ou em pessoas obesas, este tipo de psoríase pode se agravar.

Psoríase gutata

A psoríase gutata é considerada a mais comum entre crianças e adolescentes. Geralmente, é desencadeada por inflamações bacterianas e são caracterizadas por pequenas lesões cobertas por um fina camada de “escamas”. Costumam aparecer no braço, pernas, couro cabeludo e tronco.

Psoríase ungueal

Esse tipo se manifesta nas unhas e dedos das mãos e dos pés. Ela é caracterizada pelo crescimento anormal, fazendo com que escame, engrosse, surja manchas amareladas ou depressões puntiformes. Em casos mais graves, a unha pode descolar da carne.

Psoríase pustulosa

Esse é um tipo raro de psoríase que pode surgir no corpo inteiro ou em partes menores como pés e mãos. Ela é caracterizada por bolhas de pus que surgem pouco tempo após a pele ficar avermelhada. As bolhas secam dentro de dois ou três dias, mas podem surgir novamente durante vários dias ou semanas. Elas podem provocar fadiga, calafrios, febre e coceira intensa.

Quais as causas?

Não se sabe a causa exata para a psoríase. Acredita-se que uma célula humana responsável por procurar elementos estranhos ao longo do corpo (vírus e bactérias) e combatê-los, ataca as células saudáveis da pele quando a pessoa tem psoríase. Isso desencadeia várias consequências e, no final, gera feridas e lesões avermelhadas na derme.

Como explicamos, a psoríase é uma doença crônica e autoimune, por isso, ela pode surgir várias vezes ao longo do ano. Abaixo, listamos alguns fatores que podem desencadeá-la:

  • variações climáticas;

  • infecções virais e bacterianas;

  • lesões na pele como feridas e machucados;

  • estresse;

  • fumo;

  • consumo excessivo de álcool;

  • medicamentos.

Alguns fatores de risco como histórico familiar, HIV/Aids, obesidade e fumo também podem influenciar na frequência com que a doença se manifesta.

Quais os sintomas da psoríase?

Os sintomas da psoríase podem depender do tipo da doença e variar de pessoa para pessoa. Os mais comuns são:

  • pequenas manchas vermelhas;

  • lesões avermelhadas cobertas com uma camada branco/prateada e descamativa;

  • unhas esfarelentas, espessas, descoladas, amareladas e com furos na superfície;

  • articulações rígidas e doloridas;

  • pele seca e com sangramentos;

  • inchaço nas articulações;

  • descamações e placas nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo.

É comum que pessoas com psoríase tenham um ou mais sintomas. O tipo da doença também pode alterar cada vez que ela se desencadear.

Como acontece o diagnóstico?

O diagnóstico da psoríase é feito pela dermatologista. Durante a consulta, o paciente informará os sintomas e o histórico familiar e, a partir disso, o médico faz um exame físico. Nesse exame, o especialista analisa os aspectos da pele, unhas e couro cabeludo. Dependendo do caso, ele ainda pode solicitar uma biópsia da derme afetada para confirmar as suspeitas da doença.

Como funciona o tratamento?

Por ser uma doença crônica e autoimune, a psoríase não tem cura, mas sim tratamento. Existem diversos tipos de tratamentos, dependendo do nível e variedade da doença, mas todos têm praticamente os mesmos objetivos: diminuir as inflamações e aparecimentos de placas na pele e normalizar a aparência da derme.

Os tratamentos para psoríase podem ser tópicos (pomadas e cremes), por fototerapia e sistêmico. Apenas o médico pode indicar qual o melhor tratamento para cada paciente.

Dentre os medicamentos tópicos, estão corticoides e remédios que ajudem a aliviar os sintomas.

Os medicamentos sistêmicos podem ser via oral, intramuscular, subcutâneo ou intravenoso. Eles são indicados para controle da doença. Esses remédios podem ser imunossupressores (diminuem a capacidade do organismo de atacar a eles mesmos) ou medicamentos biológicos (produzidos para tratar doenças auto imunes).

A fototerapia também pode ser usada para tratar a psoríase. Ela funciona por meio da exposição à luz ultravioleta A ou ultravioleta B.

Os casos mais leves de psoríase podem ser tratados com medicamentos de uso tópico. Já casos mais graves, necessitam de tratamentos mais agressivos como sistêmicos ou fototerapia.

Quando não tratada no início, a psoríase pode desenvolver complicações, tornando mais difícil o controle e tratamento. Por isso, procure um dermatologista assim que perceber os sintomas.

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