Saúde do Homem

Conheça os sintomas de epilepsia e como evitar ataques

junho 3, 2019
Tempo de leitura 6 min

As contrações musculares são os sintomas de epilepsia mais conhecidos. Por isso, quem passa pelas crises epilépticas perde totalmente o domínio sobre o próprio corpo. Já as pessoas que veem alguém sofrendo um ataque costumam ser pegas de sobressalto e não sabem como reagir.

É importante salientar, no entanto, que os sinais dessa síndrome não se restringem às retrações nos músculos. Determinados indícios da epilepsia são tão sutis que muita gente sequer suspeita do problema. Sendo assim, é preciso ficar alerta e procurar atendimento médico após qualquer desconfiança de que há algo errado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a epilepsia atinge até 1% da população em todo o planeta. Em diversos casos ela surge ainda na infância ou na adolescência. Quanto mais cedo for tratada, maiores são as chances de controle. Neste post, abordamos a epilepsia, suas causas, sintomas, tratamento e outros aspectos. Leia!

O que é a epilepsia e quais suas causas?

A epilepsia é uma alteração no cérebro em que as células nervosas passam a atuar de forma irregular e intensa. Esse tipo de síndrome se manifesta por meio de crises epilépticas repetidas, decorrentes da interrupção da função cerebral regular.

Por esse motivo, quando entra em crise, o paciente fica sujeito a manifestações involuntárias na consciência, no domínio dos músculos, no comportamento e na sensibilidade. Tais sintomas de epilepsia, no entanto, são temporários e reversíveis.

As causas do problema nem sempre são de fácil identificação. Sabe-se que ele pode surgir por contratempos ocorridos antes, durante ou após o parto. A síndrome está relacionada ainda a traumas no cérebro, provocados devido a um quadro de infecção, ao uso excessivo de drogas e bebidas alcoólicas ou até mesmo a uma forte pancada na cabeça, por exemplo.

Quais os sintomas de epilepsia?

Os sintomas de epilepsia se apresentam de diferentes modos. Continue a leitura e entenda!

Crise do tipo “ausência”

Trata-se de uma crise de curta duração, por isso muitas vezes passa despercebida. Quem sofre com ela fica com o olhar fixo e perde a relação com o ambiente e com as pessoas por alguns segundos.

Ataque convulsivo ou epiléptico

Esses são os sintomas de epilepsia mais conhecidos. O paciente em ataque epiléptico ou convulsivo tem contrações musculares em todo o corpo, o que provoca quedas ao chão. É possível observar, ainda, uma acentuada salivação, mordedura de língua e respiração ofegante. Algumas pessoas chegam a urinar.

Crise parcial complexa

Em uma crise parcial complexa, o paciente parece estar alerta, porém não tem domínio sobre o próprio corpo. Logo, faz movimentos automáticos involuntários, ou seja, caminha sem direção, mastiga ininterruptamente ou fala de maneira ininteligível, por exemplo.

Percepções incomuns e confusão mental

Em determinados casos, o indivíduo em crise epiléptica não tem contrações nem apresenta movimentos automáticos, mas ainda assim sofre quedas. São observadas, também, alterações momentâneas na memória e percepções auditivas e visuais incomuns. O ataque pode, inclusive, provocar alucinações.

Como auxiliar pessoas em ataque epiléptico?

Confira, a seguir, quais são as medidas a serem tomadas para ajudar o paciente durante um ataque epiléptico:

  • mantenha-o de lado e coloque um apoio sob sua cabeça para evitar lesões;
  • deixe o rosto na posição lateral para eliminar o excesso de saliva e impedir o engasgo e a asfixia;
  • retire os objetos próximos à pessoa, além de acessórios como relógios, óculos, brincos e pulseiras. Isso evita que ela se machuque;
  • afrouxe as roupas do indivíduo;
  • permita que a pessoa se debata. Se tentar segurá-la, ambos correm risco de se machucar;
  • jamais coloque algo na boca do paciente. A língua dele voltará ao normal quando o ataque terminar. Qualquer lesão no órgão será cicatrizada posteriormente.

Caso a crise dure menos de cinco minutos e o paciente seja epiléptico, não é necessário levá-lo ao médico, exceto se tiver diabetes ou se encontrar em período de gravidez. Nas demais situações, o especialista deve ser prontamente procurado após a ocorrência.

De que maneira tratar e evitar crises epilépticas?

Os sintomas de epilepsia são combatidos com a prescrição de medicamentos anticonvulsionantes, que evitam o funcionamento anormal da atividade cerebral em pelo menos dois terços dos casos. A dosagem e a duração do tratamento devem ser definidas pelo médico, de acordo com o tipo de crise.

Há situações em que o uso dos remédios é eterno. Independentemente disso, é preciso seguir as orientações médicas para impedir o surgimento de ataques e ter uma melhor qualidade de vida. Da mesma forma, a ida regular ao consultório costuma ser recomendada para o devido acompanhamento do quadro.

É importante destacar que a adoção de hábitos saudáveis consiste em algo fundamental para o sucesso do tratamento. Portanto, se você deseja se livrar das crises epilépticas, preste atenção nas dicas a seguir:

  • durma a quantidade de horas suficiente para descansar o corpo e a mente;
  • alimente-se de modo equilibrado e em horários regulares;
  • não abuse do álcool;
  • pratique atividades físicas regularmente;
  • se possível, faça meditação ou recorra à acupuntura. Por propiciarem o relaxamento do corpo, elas auxiliam no controle das crises.

Cirurgia

Pacientes em estágio grave, cujos ataques epilépticos ocorrem com frequência e são incontroláveis, podem optar também pela cirurgia, caso o neurologista assim recomende. O procedimento é realizado em determinados centros cirúrgicos no Brasil e tem a aprovação do Ministério da Saúde.

A intervenção consiste na retirada do foco epiléptico, isto é, da região que provoca as crises. Porém, a prática cirúrgica só deve ser realizada se a área afetada for pequena e localizada, para que o funcionamento global do cérebro seja preservado. Quando a síndrome atinge os dois hemisférios cerebrais, a cirurgia não pode ser feita.

Agora sim você sabe quais são os sintomas de epilepsia e o que fazer para evitá-los. Esse tipo de síndrome não tem cura, mas quem segue à risca o tratamento consegue usufruir de seus excelentes resultados. Portanto, não deixe de procurar um médico caso sofra com as crises.

E então, o que achou do post? As informações foram úteis? Aproveite que chegou até aqui e descubra se vale a pena ter um plano de saúde!

Você também pode gostar

Sem comentários

Deixe um comentário

Scroll Up