Saúde do Homem

Conheça as 8 doenças do coração mais comuns e saiba como evitá-las!

janeiro 3, 2019
Tempo de leitura 6 min

O modo de vida moderno nos levou ao sedentarismo, à má alimentação e a hábitos nada saudáveis, como o consumo de álcool e fumo em excesso. Com isso, também cresceu a incidência de doenças do coração.

Esse órgão é o responsável por fazer o sangue circular pelo corpo, levando os nutrientes necessários para o funcionamento de órgãos e células. Quando não funciona direito, pode prejudicar a saúde do organismo como um todo, causando mal-estar e podendo levar até a morte.

Assim, é fundamental cuidar bem da saúde cardíaca. E o primeiro passo para isso é mantendo-se bem informado. Para tanto, este post apresenta as 8 doenças do coração mais comuns e formas de evitá-las. Acompanhe!

1. Arteriosclerose

A Arterioesclerose é caracterizada pelo endurecimento e estreitamento das artérias que levam oxigênio e nutrientes do coração para o resto do corpo. Isso acontece pelo acúmulo de gordura saturada, colesterol e outras substâncias. Assim o fluxo de sangue fica prejudicado, provocando dores no peito, fadiga e fraqueza muscular, além de outros sintomas.

Essa doença do coração é mais associada ao envelhecimento, uma vez que a gordura acumula progressivamente. Fatores como histórico familiar, colesterol alto, hipertensão e diabetes podem influenciar bastante.

2. Angina

A angina é caracterizada por uma forte dor no peito sempre que se exige mais do coração — esforços físicos, emoções fortes ou baixas temperaturas. Quando dura pouco e cessa rapidamente, é chamada de estável. Já quando é menos intensa, mas persistente, é conhecida como instável.

Ambas podem ser uma consequência da arteriosclerose ou de anemias, diabetes, colesterol alto, além de fatores genéticos e o sedentarismo. A angina é uma das doenças do coração que podem indicar a presença de outros problemas cardíacos mais graves e, por isso, deve ser tratada com atenção.

3. Infarto

O infarto é uma das doenças do coração mais comuns e fatais. Trata-se de um ataque cardíaco, no qual o fluxo de sangue no músculo cardíaco (miocárdio) é interrompido por um período prolongado, danificando-o ou causando a morte do tecido.

Esse problema acontece quando uma artéria coronária (que leva sangue ao coração) é bloqueada por uma placa de gordura ou coágulo, ficando obstruídas. Ou seja, pode ser uma consequência direta da arteriosclerose, sendo também influenciada por outros fatores, como colesterol alto, tabagismo, obesidade, alcoolismo e propensão genética.

4. Insuficiência cardíaca

Trata-se de uma das doenças do coração mais comuns e mais graves, uma vez que o coração não consegue bombear o sangue rico em oxigênio de maneira suficiente para o organismo. Com o tempo, surgem sintomas como dificuldade para respirar, fadiga, fraqueza, inchaços, palpitações, entre outros.

A causa mais comum para a insuficiência cardíaca no Brasil é a Doença Arterial Coronariana (DAC), que provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos. Outros fatores de risco estão associados aos maus hábitos, infecções e outros problemas de saúde, como apneia do sono, diabetes e infarto. Nos casos mais graves, pode ser necessário realizar um transplante de coração.

5. Arritmia

Consiste em uma sensação de batimentos cardíacos acelerados, mesmo que eles estejam anormais ou não. A pessoa sente desconforto, mal-estar, fadiga, palpitações e até dificuldade para respirar. Em casos extremos, pode haver perda da consciência.

Não se trata de um problema grave, sendo provocado, principalmente por condições genéticas, estresse, ansiedade e outras doenças do coração, como prolapso da válvula atrioventricular. No entanto, pode representar um sintoma de algo mais perigoso ou levar a uma complicação.

6. Cardiomiopatia

É uma condição em que o músculo cardíaco fica inchado e inflamado, tornando-se fraco. Dessa forma, o coração não consegue bombear o sangue para o corpo normalmente, levando a uma insuficiência cardíaca. Por isso, os sintomas são bem parecidos com o dessa doença, com fadiga, inchaço e fraqueza e, em último caso, também pode ser necessário fazer um transplante.

As causas para a cardiomiopatia ainda são desconhecidas, apesar de acreditar-se que fatores genéticos, maus hábitos e outras doenças cardíacas possam influenciar. De qualquer forma, existe tratamento medicamentoso para controlar a doença, além de formas reconhecidas de prevenção, com a adoção de um estilo de vida mais saudável.

7. Doença arterial periférica

A doença arterial periférica é uma condição que afeta as artérias que levam sangue para os membros inferiores — pernas e pés. As artérias ficam mais estreitas e endurecidas, dificultando a chegada de sangue até essas regiões periféricas. Consequentemente, podem surgir dores, inchaços, feridas que não cicatrizam, entre outros sintomas. Os homens podem até ter disfunção erétil.

A principal causa para essa doença cardíaca é a aterosclerose, a formação de placas de gordura, cálcio ou outras substâncias nas artérias. Outros fatores, como o tabagismo e o colesterol alto podem contribuir.

Por isso mesmo, para tratar a doença arterial periférica, deve-se cuidar das ocorrências de aterosclerose pelo organismo e evitar que novos se formem. Pois a progressão dos dois problemas pode levar ao infarto, a formação de edemas e ao acidente vascular cerebral, entre outras complicações.

8. Endocardite

É uma infecção do músculo interno que reveste o coração (endocárdio). Costuma acontecer pela migração de uma bactéria, fungo ou vírus de outra parte do corpo, como a boca, por meio do sistema sanguíneo, algo até bem comum de ocorrer. Porém, o tecido só é afetado se já estiver debilitado por outra doença, como uma insuficiência cardíaca ou imunidade baixa.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando uma pessoa escova os dentes e tem feridas na boca, por meio da contaminação de cateteres e agulhas e até pela existência de infecções em outras partes do corpo. Dessa forma, é necessário evitar esse tipo de infecção ou ocorrência e cuidar de outros problemas de saúde.

Todas essas doenças do coração podem ser tratadas e controladas com diversos tipos de medicamentos, além da adoção de hábitos saudáveis. Muitas vezes, pode ser recomendada cirurgias para reparar ou substituir as áreas afetadas. Em último caso, é necessário fazer um transplante de coração, quando o órgão já está bastante comprometido.

No entanto, o melhor é cuidar bem de si mesmo e consultar um médico regularmente para evitar que essas doenças do coração se desenvolvam. Assim, mantenha uma alimentação balanceada e pobre em sal e gorduras, bem como pratique exercícios físicos regularmente, controle o peso, reduza o estresse, pare de beber e fumar. Com certeza, você terá mais qualidade de vida e longevidade.

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