Saúde do Homem

Conheça as 5 doenças oculares mais comuns e saiba como se prevenir

março 25, 2019
Tempo de leitura 6 min

Dentre os cinco sentidos, a visão é considerada por muitos a mais importante. Entretanto, poucas são as pessoas que dão aos seus olhos todo o cuidado que eles merecem. Catarata, glaucoma, astigmatismo, estrabismo, descolamento da retina, terçol e conjuntivite são apenas alguns exemplos de doenças oculares que podem afetar a qualidade da sua visão.

A melhor forma de evitar todas as doenças citadas acima é cuidando da sua saúde ocular. Assim, mesmo quem não usa óculos deve visitar o oftalmologista periodicamente. Essa é a melhor maneira de proteger seus olhos contra qualquer enfermidade.

Neste texto, falaremos sobre as causas, sintomas e tratamentos de cinco doenças oculares mais comuns. Quer saber mais sobre esse assunto? Então continue a leitura!

1. Astigmatismo

Essa é, com certeza, uma das doenças oculares mais comuns — cerca de 20% das pessoas com miopia ou hipermetropia também têm astigmatismo. Essa doença acontece quando há uma má formação na curvatura da córnea. Com isso, a imagem que era para ser formada em apenas um ponto da retina acaba se formando em várias regiões diferentes, o que deixa a visão distorcida.

O astigmatismo pode acontecer naturalmente e estar presente desde o nascimento do indivíduo como também pode ser resultado de alguma lesão ocular, doença ou cicatrização após cirurgia. Um fator que agrava o grau do astigmatismo é coçar os olhos com força, isso acaba deformando ainda mais a córnea.

Existem alguns tratamentos para essa doença, tudo depende do grau do indivíduo. Algumas pessoas conseguem corrigir o problema com o uso de óculos ou lentes de contato, já em outros casos é necessário realizar a cirurgia refrativa.

2. Catarata

A catarata é uma doença que acomete principalmente os pacientes idosos com mais de 70 anos — aproximadamente 60% das pessoas idosas com mais de 80 anos sofre de catarata, sendo que apenas 10% das pessoas abaixo de 65 anos tem essa doença.

A doença se caracteriza pela perda da transparência do cristalino, a membrana que reveste os olhos fica gradativamente mais opada e esbranquiçada. Normalmente, a doença afeta um olho de cada vez, mas, sem tratamento, a condição avança até deixar a visão de ambos os olhos tão embaçada que pode causar cegueira.

Além de estar relacionada ao envelhecimento, a catarata também surge em pessoas diabéticas que não cuidam dos seus níveis de glicemia. Também pode estar relacionada a causas congênitas, hereditárias ou ser consequência de algum trauma sofrido.

Infelizmente, o único tratamento para a doença é a intervenção cirúrgica. Por meio da cirurgia, o cristalino será substituído por uma lente intraocular que permitirá a recuperação da visão.

3. Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação da membrana conjuntiva, responsável por recobrir a parte interna dos olhos e pálpebras. A doença pode ser infecciosa (bacteriana ou viral) ou alérgica. Há casos em que a conjuntivite atinge apenas um dos olhos, mas também pode acontecer de os dois olhos ficarem inflamados ao mesmo tempo.

Essa doença, diferente da catarata por exemplo, não tem nenhuma população de risco. Qualquer pessoa, e de qualquer idade, pode contraí-la. Entretanto, a conjuntivite pode ocorrer com mais facilidade e frequência em pessoas que lidam com produtos que causam irritação nos olhos, como materiais ácidos e cáusticos.

Alguns sintomas da conjuntivite são: secreção, vermelhidão, inchaço das pálpebras, sensação de areia nos olhos e lacrimejo. O caso de conjuntivite alérgica não é contagiosa mas causa muito desconforto. Já os tipos viral e bacteriana são altamente contagiosos, pois o enfermo geralmente limpa os olhos com as mãos.

Aqui, é válido lembrar que, nos casos de infeção viral, o corpo se cura sozinho, como ocorre em uma gripe comum. Entretanto, para diminuir o desconforto causado pelos sintomas, o médico pode receitar o uso de soro fisiológico ou colírios lubrificantes. Quando a conjuntivite é bacteriana, o médico também pode entrar com antibióticos para combater a doença mais rápido.

4. Estrabismo

Por esse nome talvez você não reconheça essa doença, mas as pessoas estrábicas são popularmente chamadas de “vesgas.” A pessoa com estrabismo sofre da falta de alinhamento ou paralelismo dos olhos, um deles pode estar mais para dentro que o outro, ou mais para fora, pode até ser que haja uma diferença vertical entre eles.

O estrabismo pode ser constante ou intermitente, ou seja, há casos em que os olhos ficam desalinhados só em alguns momentos e outros casos em que os olhos estão frequentemente vesgos. A pessoa estrábica geralmente sofre de torcicolos, dores de cabeça e, se não tratar o problema, pode até perder parte da visão.

Quanto mais cedo o problema for tratado, mais fácil será alinhar os olhos, por isso os pais devem ficar atentos a qualquer sinal de estrabismo em suas crianças. Em casos mais leves ou logo no início da doença, o problema pode ser tratado com o uso de óculos. Todavia, situações mais graves só podem ser corrigidas com cirurgia.

5. Terçol ou hordéolo

O terçol é mais uma das doenças oculares mais populares. Acontece quando uma glândula presente nas pálpebras fica entupida e, por isso, acaba inflamando. O terçol também ocorre quando essa glândula é infectada por alguma bactéria — e esse é um caso contagioso.

Quando o terçol ocorre nas glândulas externas do olho, a doença passa a ser chamada de hordéolo. Já nas situações em que as glândulas internas são afetadas, chamamos de calázio — que não é infeccioso e causa sintomas mais amenos.

A pessoa com terçol pode sentir pequenos nódulos na região da pálpebra, esses nódulos geralmente ficam avermelhados e causam dor. Essa é uma doença bastante comum principalmente em pessoas que sofrem de inflamação crônica das pálpebras (blefarite).

Na maioria dos casos, o terçol seca sozinho e desaparece em poucos dias. Em casos mais graves, recomenda-se que o paciente aplique compressas quentes para facilitar a drenagem da secreção pelo orifício da glândula e o uso de pomadas com antibiótico.

A melhor forma de garantir a saúde dos seus olhos é consultando o oftalmologista periodicamente. Outra prática que pode fazer toda a diferença é evitar levar as mãos aos olhos, afinal, nossas mãos estão sempre sujas e os olhos são partes muito sensíveis. Caso você sinta algum sintoma estranho, procure o médico o mais rápido possível! Preserve o seu sentido mais importante.

Gostou do texto? Está interessado em cuidar melhor da sua saúde? Então entre em contato conosco e conheça um pouco mais sobre o nosso trabalho!

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