Conheça 5 sintomas da pressão alta

Tempo de leitura 9 min

A hipertensão arterial é uma doença muito prevalente entre os brasileiros, chegando a atingir quase 25% de toda a população. Por se tratar de um problema silencioso, os sintomas de pressão alta não se apresentam ou são praticamente imperceptíveis.

Normalmente, descobre-se a pressão alta em uma consulta de rotina, quando o médico afere a pressão arterial. Valores pressóricos acima de 140×90 mmHg, aferidos em dois momentos, já são o bastante para considerar uma pessoa hipertensa.

Neste artigo, explicarei o que é a hipertensão arterial e as suas principais causas, quais são os sintomas de pressão alta, por que é preciso tratá-la, como diagnosticá-la, quais as formas de tratamento e como preveni-la. Confira!

O que é a pressão alta?

O sangue é responsável por levar oxigênio e nutrientes para todas as células do corpo. Para tanto, ele deve ser bombeado e correr pelas artérias e suas ramificações e, na volta, passar pelas veias para retornar ao coração. Dessa forma, os músculos do coração exercem uma força e, em contrapartida, os vasos oferecem resistência. O somatório dessas forças determina a pressão arterial.

A pressão é necessária para oferecer a correta distribuição do sangue no corpo. Pressões muito baixas, por exemplo, podem provocar a falta de sangue no cérebro, causando desmaios. Já as altas demais, embora nem sempre apresentem sintomas, determinam um sério quadro para o organismo.

Isso acontece porque o sangue passa com bastante força nos vasos e, assim, pressiona as suas paredes, o que pode causar aneurismas (bolsas de tecido mais delgado nos vasos) e até rompimentos, resultando em acidente vascular encefálico (AVE). Essa condição também deixa o corpo mais propenso a infartos e problemas renais, entre outros.

Quais são as causas da doença?

O primeiro passo para prevenir a pressão alta é saber o que pode originá-la. Veja, a seguir, quais são as principais causas dessa doença!

Tabagismo

O cigarro é cheio de componentes prejudiciais à saúde. Além de ter agentes cancerígenos, a fumaça tragada para dentro dos pulmões é capaz de liberar radicais livres, substâncias que agem destruindo e envelhecendo as células do corpo. Assim, estruturas importantes do organismo envelhecem mais precocemente, como a carótida, principal artéria do pescoço, e outros vasos, prejudicando a circulação.

Além disso, é sabido que a cada tragada, a pressão sobe momentaneamente devido aos compostos do cigarro. Para pessoas que fumam durante grande parte de seus dias, isso pode se tornar um verdadeiro problema.

Sedentarismo

O estilo de vida sedentário é um grande fator de risco para a hipertensão. Isso porque o sedentarismo propicia alterações vasculares, deixando os vasos mais rígidos e prejudicando a sua adaptação a diferentes valores de pressão arterial.

Além disso, pessoas sedentárias estão frequentemente acima do peso e têm um pior perfil de colesterol, que é um grande vilão nesse processo. Isso porque ele se acumula nas paredes das artérias, deixando-as inflexíveis e diminuindo o espaço para o sangue circular, o que também aumenta a pressão.

Alimentação

O sal é um ponto fundamental no balanço da pressão arterial. Pessoas que abusam da substância têm uma tendência a reter água. Essa é uma forma do organismo tentar compensar o excesso do condimento introduzido por meio da alimentação.

No entanto, os vasos continuam com o mesmo calibre, enquanto o volume sanguíneo aumenta. Isso determina uma pressão arterial mais alta. É por esse motivo que a dieta para evitar a hipertensão arterial e para pessoas hipertensas é com o mínimo de sal e isenta de produtos industrializados, já que eles normalmente têm teor elevado da substância, além de outros componentes prejudiciais à saúde.

Hereditariedade

Atualmente, é sabido que o desenvolvimento da pressão arterial está ligado a alguns fatores os quais não podem ser controlados, como os genes. Logo, pessoas que têm pais com pressão arterial acima do ideal são mais propensas a desenvolver a doença.

No entanto, os fatores externos, como alimentação, tabagismo e estilo de vida, têm grande influência sobre a hereditariedade. Um indivíduo com predisposição genética a desenvolver hipertensão arterial pode, por exemplo, postergar o aparecimento da doença ao adotar um estilo de vida saudável.

Quais são os principais sintomas de pressão alta?

Abaixo, listei os cinco principais sintomas de pressão alta para você ficar de olho. Acompanhe a leitura!

1. Dor de cabeça

A dor de cabeça pode ser um indicativo de que a pressão está alta, principalmente em pessoas que não têm o costume de apresentar esse sintoma.

2. Zumbido no ouvido

Incômodos no ouvido, como barulhos e zumbidos, podem surgir quando a pressão está muito alta.

3. Falta de ar

A hipertensão arterial desencadeia diversos mecanismos de compensação no organismo. Assim, podem surgir falta de ar e sensação de dor no peito.

4. Visão dupla ou embaçada

Como o sangue está circulando em alta pressão, pode haver comprometimento de sua distribuição, principalmente no sistema circulatório cerebral que tem vasos muito delicados. Assim, podem surgir sintomas como a visão dupla ou embaçada.

5. Tonturas

Tonturas podem surgir pelo mesmo motivo anterior, já que a circulação rápida do sangue pode comprometer a distribuição de oxigênio. Desse modo, a consciência e o equilíbrio são prejudicados.

É importante ter em mente que esses sintomas não são exclusivos da hipertensão arterial e, em muitos casos, eles não aparecem em pessoas que apresentam a doença. Os sinais costumam surgir quando os níveis pressóricos estão extremamente altos, o que configura um perigo para a saúde.

Dessa forma, ao sentir qualquer desconforto como os citados acima, a recomendação é procurar o médico para diagnosticar e tratar a condição o mais precocemente possível. Pode ser que você esteja com pressão alta, portanto, todo cuidado é pouco.

Por que devemos tratar a pressão alta?

A hipertensão arterial é muito prevalente na população por ser uma doença silenciosa. Assim, normalmente a enfermidade é descoberta em consultas de rotina ou quando os níveis pressóricos estão muito altos, causando os sintomas de pressão alta.

O problema é que, em decorrência da hipertensão arterial, o indivíduo pode desenvolver outras condições graves, como problemas renais e oculares. Além disso, eventos agudos como o AVE e o infarto também são muito predominantes em pessoas hipertensas.

De que forma diagnosticar e tratar a hipertensão arterial?

Quando um indivíduo sente os sintomas de pressão alta, é preciso procurar o médico. A primeira coisa a ser feita é a confirmação do diagnóstico. Para isso, é realizada a aferição com aparelhos manuais ou automáticos. Aliás, há tecnologias que realizam 100 medidas de pressão por 24 horas, aproximadamente.

Se o diagnóstico for confirmado, o tratamento deve ser prescrito, e a pressão precisará ser aferida com regularidade pelo paciente. Para tanto, o ideal é fazer repouso prévio de cinco minutos, manter-se na posição sentada e com a bexiga vazia, pois a tensão do órgão pode provocar desconforto e aumentar a pressão.

O braço precisa ser posicionado na altura do coração e escorado em alguma superfície. Já o aparelho medidor deve ser inserido em um dedo — atenção: não o aperte nem o deixe muito solto. Outra recomendação é evitar falar durante a aferição. Para se certificar do nível pressórico, repita o procedimento cinco minutos depois.

Tratamento

A pressão alta não tem cura, mas pode — e deve — ser tratada. O tratamento varia conforme os níveis pressóricos de cada paciente e a presença ou associação a outras doenças. Em primeiro lugar, é importante destacar a necessidade de mudanças de hábitos, como a práticas de atividades físicas e uma alimentação saudável.

Aliás, as alterações no estilo de vida, por si só, muitas vezes são suficientes para manter o controle da pressão arterial. Porém, quando as mudanças na rotina não dão conta de estabilizar os níveis pressóricos, é preciso recorrer ao tratamento medicamentoso, o qual deve ser individualizado.

As classes de medicamentos utilizadas para tratar a hipertensão abrangem, por exemplo, os diuréticos. No entanto, para pacientes com diabetes, o médico poderá recomendar os inibidores de enzima de conversão de angiotensina. Quem tem a pressão alta demais pode tomar dois remédios, de acordo com prescrição médica — é claro.

Vale ressaltar que o tratamento da hipertensão arterial deve ser seguido à risca por toda a vida, ainda que os níveis pressóricos estejam controlados. A interrupção da medicação e o descuido com uma rotina saudável podem provocar a elevação súbita da pressão, resultando em risco de acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doença renal crônica, entre outras complicações.

Como prevenir a pressão alta?

Caso você se preocupe com a sua saúde e deseja prevenir a pressão alta, fique de olho nas recomendações a seguir:

  • evite abusar do sal e os alimentos muito gordurosos;
  • pratique atividades físicas com regularidade, como caminhadas;
  • não fume;
  • evite o excesso de bebidas alcoólicas;
  • dedique-se a atividades prazerosas e com as quais você se sinta bem. Assim, é possível combater as tensões do dia a dia e o estresse;
  • durma bem;
  • fique atento ao seu peso. É importante manter o controle dele para proteger a sua saúde;
  • tome sol todos os dias, por alguns minutos e preferencialmente pela manhã ou no fim da tarde. Ele é importante para a síntese de vitamina D.

Agora, sim, você sabe quais são os sintomas de pressão alta e a importância de prestar atenção neles. No caso de sentir qualquer mal-estar ou incômodo persistente com frequência, não deixe de procurar o médico. Aliás, as consultas médicas regulares são primordiais para investigar se está tudo em ordem, evitar complicações de saúde e garantir a eficácia dos tratamentos.

Achou este conteúdo relevante? Se sim, aproveite a visita ao blog e saiba, agora, quando procurar um geriatra se torna indispensável!

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