Quais são as causas e como tratar enxaqueca? Entenda

Tempo de leitura 6 min

A dor de cabeça é um problema comum e que afeta a todas as pessoas pelo menos uma vez na vida, podendo causar bastante desconforto. Existem vários tipos de dor de cabeça, sendo uma delas a enxaqueca. Esse mal incapacitante que atinge especialmente adolescentes e jovens adultos caracteriza-se por crises de dores de forte intensidade, que podem ser acompanhada de outros sintomas.

Apesar de ser um problema recorrente, a maioria das pessoas não tem conhecimento sobre o assunto e não sabe como identificar nem como tratar a enxaqueca. Continue a leitura deste post e confira o que é, quais são as causas e como resolver essa questão.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma dor de cabeça também conhecida como cefaleia. Ela é caracterizada pela dor pulsante e incapacitante na cabeça, que pode atingir um ou os dois lados. Esse problema pode surgir em pessoas de qualquer idade, sendo mais comuns em adolescentes e jovens adultos. Além disso, a enxaqueca afeta mais mulheres do que homens.

A enxaqueca é uma enfermidade biológica e que atinge pessoas geneticamente predispostas. Ela pode vir acompanhada ou não por aura, e sua duração, causa e sintomas podem variar de pessoa para pessoa. A aura é uma condição que envolve sintomas visuais, que geralmente são a presença de pontos luminosos, o embaçamento da visão e manchas escuras que precedem os períodos de crise.

Quais são as causas da enxaqueca?

Apesar de saberem que as enxaquecas estão relacionadas a influências genéticas e alterações no cérebro, as causas ainda são desconhecidas. A doença ocorre quando há um gatilho interno ou externo que afeta os vasos sanguíneos, causando sua dilatação e a liberação de hormônios que causam dor. 

Existem alguns gatilhos que podem desencadear crises de enxaqueca. Os mais frequentes são:

  • estresse;
  • jejum prolongado;
  • alterações hormonais;
  • esforço físico;
  • dormir mais ou menos do que o de costume;
  • perfumes e outros odores muito fortes;
  • mudanças bruscas de temperatura e umidade;
  • abuso de medicamentos, incluindo analgésicos; 
  • consumo de queijos fortes, açúcar, café, embutidos, chocolate e bebidas alcoólicas em excesso;
  • luzes e sons intensos;
  • consumo excessivo de cafeína.

É importante ressaltar que cada paciente pode desenvolver crises de enxaqueca a partir de diferentes tipos de gatilhos, por isso o indivíduo deve estar atento e vigilante em relação aos estímulos que antecedem as crises.

Quais são os sintomas da enxaqueca?

Apesar da forte dor de cabeça ser o principal sintoma da enxaqueca, é comum que as crises venham acompanhadas de outros problemas incapacitantes. Esses sinais podem variar entre os pacientes, sendo alguns mais comuns de acontecerem que outros:

  • dor de cabeça pulsante, podendo ser unilateral ou não;
  • náuseas e vômitos;
  • sensibilidade a luz, sons e odores;
  • irritabilidade;
  • tontura;
  • fadiga;
  • perda de apetite;
  • dificuldade de concentração;
  • sensibilidade a movimentos do corpo e ambientes;
  • bocejos.

Assim como os sintomas, é importante lembrar que a duração das crises pode variar de acordo com cada pessoa. É comum que a enxaqueca permaneça por um período de tempo de 4 a 72 horas.

Como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico da enxaqueca deve ser feito com um especialista no assunto, geralmente o neurologista. Para que isso aconteça da melhor forma possível, é preciso analisar o histórico familiar e de saúde do paciente, bem como a presença dos sintomas. O diagnóstico se confirma quando o indivíduo apresenta pelo menos 4 sintomas comuns da cefaleia.

Outro ponto avaliado é a frequência das dores e o tempo de duração. Manter um diário das crises pode ajudar nesse caso. Assim, é possível determinar com mais precisão quais causas resultam no problema. 

Alguns médicos também podem solicitar exames neurológicos, como ressonância magnética e tomografia, para terem mais informações sobre a situação do paciente.

Como tratar a enxaqueca?

Após o diagnóstico da enxaqueca, é desenvolvido o tratamento. A cefaleia não pode ser curada, mas pode ser controlada. É importante salientar que o tratamento pode variar para cada paciente, sendo necessário o acompanhamento com um neurologista.

Mudança de hábitos

Os principais gatilhos para crises de enxaqueca são a alimentação, o estresse, o sono irregular e os hormônios. Uma das medidas para tratar e evitar o problema é a mudança de hábitos. 

Não consumir alimentos que causam enxaqueca e observar os mais frequentes, amenizar o estresse e a ansiedade, manter um padrão de sono e procurar um especialista se as causas forem hormonais são ações que devem ser postas em prática.

Analgésicos

Os analgésicos à base de cafeína podem ser indicados como tratamento para alguns casos de enxaqueca. Geralmente eles funcionam para quem tem dor moderada e menos de 5 crises por mês. Eles podem ser administrados até três comprimidos ao dia e combinados a anti-inflamatórios.

Triptanos

Para pacientes que não respondem bem aos analgésicos, os triptanos são indicados. Existem 7 tipos deles disponíveis no mercado, e caso um não dê o retorno esperado, o médico pode indicar outro. Os diferenciais desses medicamentos são os baixos índices de efeitos colaterais e o mecanismo de ação mais específico.

Diidroergotamina

Esse medicamento pode ser administrado na veia, por spray nasal ou de forma subcutânea, para interromper cefaleias intensas e persistentes. Muito usado para o tratamento de náuseas, ele não é indicado para pessoas com problemas cardíacos.

Botox

Muito conhecido por seu uso em procedimentos estéticos, o botox se tornou um grande aliado de quem sofre com enxaquecas crônicas. Acredita-se que a substância diminui a sensibilidade à dor, por isso tem uma alta aceitação. É indicado para quem sofre com mais de 15 crises durante três meses e pode ser aplicado a cada 3 meses.

Já está sendo lançado no mercado um remédio específico para o tratamento de enxaquecas. No formato de injeção, ele tem como objetivo principal prevenir o surgimento de crises.

É importante lembrar que o uso excessivo de medicamentos pode provocar enxaqueca por dependência, em que os remédios levam a um círculo vicioso, por isso seu uso deve ser moderado. Eles devem ser administrados logo no início da crise, quando os primeiros sintomas surgem.

Apesar de ser uma doença que não tem cura, a enxaqueca pode ser controlada. Em função disso, o acompanhamento com um especialista é tão importante. Além de saber como tratar a enxaqueca e diminuir a frequência das crises, o médico ajuda a melhorar a qualidade de vida do paciente.

Deu para perceber por que saber mais sobre a enxaqueca é tão importante? Aproveite e entre em contato conosco para que possamos encontrar a melhor solução para você.

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