6 dúvidas frequentes sobre o uso da pílula anticoncepcional

Tempo de leitura 6 min

Quem quer prevenir a gravidez sabe que existem diversos tipos de contraceptivos no mercado, certo? Entre eles, está a pílula anticoncepcional, um dos métodos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil.

Por questões hormonais e sexuais, é comum que seu uso comece na adolescência e siga até a vida adulta, quando a mulher decidir ter filhos. A pílula anticoncepcional é um pequeno comprimido que contém hormônios que impedem seus ovários de ovularem e, como consequência, de fecundarem.

Com uma taxa de sucesso bastante alta, é imprescindível optar por pílulas confiáveis e de qualidade, pois se trata da sua saúde e de um assunto sério: gravidez!

No entanto, quem está começando agora a explorar melhor esse universo pode ter algumas dúvidas. Pensando nisso, criamos este post para responder a 6 dúvidas frequentes sobre o uso da pílula anticoncepcional. Confira!

1. Quando começar a cartela?

Para ter a maior certeza possível de que não haverá risco de gravidez, o ideal é que a primeira pílula seja ingerida no primeiro dia de menstruação.

Isso porque é nesse dia que começa um novo ciclo de ovulação. Dessa forma, os hormônios encontrados no remédio impedirão o corpo de ovular e, portanto, a mulher não entrará no período fértil.

Ao começar uma cartela, não se preocupe, pois é comum sentir náuseas e alguns outros sintomas. Contudo, se os problemas persistirem por dias, não hesite em procurar o seu médico!

2. Como ela deve ser tomada?

A partir da primeira pílula, deve-se continuar tomando um comprimido por dia, sempre no mesmo horário até o fim da cartela. A hora escolhida fica de acordo com a preferência de quem toma. É imprescindível seguir os horários com cautela para que o efeito não seja diminuído ou comprometido.

Em casos de esquecimento, saiba que o comprimido pode ser ingerido em até 12 horas depois da hora certa. Após esse período, a pílula daquele dia não deve mais ser tomada e deve-se seguir com a cartela normalmente.

Quando a pílula é ingerida em horário diferente, é normal acontecer o que chamamos de escape de menstruação. Ele nada mais é que o vazamento de uma pequena quantidade de sangue, essa situação pode durar até a menstruação seguinte e se regularizar com o início de uma nova cartela.

Outra questão importantíssima é respeitar o período de pausa do remédio de acordo com a bula! Esse é o tempo de a menstruação descer e de o corpo começar um novo ciclo menstrual.

3. Há riscos de engravidar tomando anticoncepcional?

Quando ingerida corretamente, a eficácia da pílula é de mais de 90%. Mas deve-se sempre prestar atenção, pois algumas coisas podem cortar o efeito das pílulas, como remédios antibióticos, bebidas alcoólicas, vômitos e diarreias.

Por ser de grande eficácia se tomada de maneira certa, o uso de uma pílula do dia seguinte logo após relações sexuais não é necessário!

Na verdade, se estiver consumindo o comprimido anticoncepcional corretamente, ao tomar esse outro comprimido, você corre o risco de cortar o efeito dos dois e ainda causar reações adversas!

Lembrando de que a pílula não substitui o uso da camisinha. A camisinha, além de prevenir a gravidez, também impede o contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a Aids. Por isso, seu uso é indispensável e independe do fato de tomar ou não anticoncepcional.

4. Quais os tipos de pílula anticoncepcional?

Existem, basicamente, dois tipos de pílulas: as de progesterona ou minipílulas e as de hormônios combinados.

Cada um dos tipos tem como função básica prevenir a gravidez, mas, dependendo da escolha, podem ter outros benefícios, como: melhorar a pele e o cabelo, diminuição da tensão pré-menstrual (TPM) e cólicas, regularização de acnes e de menstruação e controle de doenças, como o ovário policístico.

A escolha da pílula ideal vai depender do que combina mais com cada mulher.

Progesterona ou minipílulas

Esse tipo de pílula possui apenas um hormônio em sua fórmula, geralmente progesterona. Por conta disso, ele possui menor carga hormonal e é comumente encontrado em cartelas com 28 a 35 compridos, os quais devem ser tomados sem pausa. Como sua taxa hormonal é baixa, as pílulas não podem ser ingeridas com atraso e é comum que a mulher não menstrue;

Hormônios combinados 

as pílulas de hormônios combinados são as mais comuns de encontrar no mercado. Elas podem ser monofásicas (os comprimidos possuem a mesma quantidade de hormônios) ou multifásicas (os comprimidos têm quantidades diferentes de hormônios).

Além disso, possuem cartelas com 24 comprimidos e pausa de 4 dias; com 21 comprimidos e pausa de 7 dias; ou com 28 comprimidos sem pausa, mas os últimos 4 comprimidos são placebos.

5. Existem efeitos colaterais?

Como qualquer remédio, as pílulas anticoncepcionais possuem, sim, efeitos colaterais, que variam de acordo com cada organismo.

Os sintomas mais comuns de ocorrer são dor de cabeça ou enxaqueca, náuseas, alterações de peso, queda de libido e ausência de menstruação.

Mulheres hipertensas ou com esse histórico familiar podem se tornar mais suscetíveis ao risco de doenças cardiovasculares, como a trombose. Por conta disso, a consulta com um médico é indispensável a fim de identificar o quadro do paciente e seus riscos. Dessa forma, o especialista poderá indicar o anticoncepcional mais adequado e que possua a menor quantidade de efeitos colaterais.

6. Poderei engravidar depois que parar de tomar?

O uso de contraceptivo hormonal não causa infertilidade. Grande parte das mulheres restabelecem a fertilidade logo após pararem de tomar a pílula.

Dependendo do organismo, esse processo pode demorar mais ou menos, mas é importante compreender que é uma evolução gradual. Independentemente do tempo de uso do contraceptivo, a fertilidade voltará ao nível anterior.

A procura por um médico ginecologista deve ser considerada se, após um ano de pausa do anticoncepcional, a mulher não conseguir engravidar ou a menstruação não retornar.

Para encontrar o melhor remédio para você, o recomendado é consultar um ginecologista. Ele irá solicitar exames e, a partir deles, recomendará a melhor escolha. Nem sempre a primeira que você tentar será a certa para você! Por isso, caso não esteja gostando ou sinta muitos efeitos colaterais, converse com seu médico para que possam efetuar mudanças.

Nunca comece a tomar a pílula anticoncepcional sem acompanhamento médico! Se perceber que a ingestão dos comprimidos está te afetando de alguma maneira incomum, procure um especialista.

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